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#5 - Papo com os Fantásticos - Bianca Bley

Atualizado: 11 de Fev de 2019


Olá, humanos e trocadores de pele! Apresento a vocês a quinta edição do Papo com os Fantásticos.


Tive o prazer de entrevistar Bianca Bley, uma Karibaki. Em nosso mundo, Karibakis podem ser conhecidos como lobisomens, mas não usem essa palavra no mundo deles se dão valor à vida. A Bianca me contou um pouco sobre como é viver entre tantos Karibakis e também algumas diferenças em relação aos lobisomens com os quais estamos acostumados.


Chega mais!

Daniel Renattini: Oi, Bianca, tudo bem? Posso te chamar de Bia?

Bianca: Oi, pode. É assim que meus amigos me chamam.


D: Não sei o que uma Karibaki bebe, exatamente, mas se quiser um refrigerante ou algo assim, é só pegar no frigobar. Fique à vontade, ok?

B: Ok, obrigada! Mas você parece que está um pouco nervoso... Descobri que é normal seres humanos não se sentirem muito bem perto da gente, mas não precisa ter medo, não vou te morder (risos).


D: No meu mundo, nunca tínhamos ouvido o termo “Karibaki”. Aqui só conhecíamos lobisomens. De onde vem essa palavra, exatamente? Tem uma sonoridade meio indígena.

B: Também não sei muito bem porque estou há pouco tempo vivendo entre os Filhos da Lua, mas aprendi nas aulas de História Karibaki que a língua Ki é muito antiga e tem mais de dois mil e quinhentos anos. Também já me contaram que tem várias palavras do Tupi que são bem parecidas, mas não iguais. Será que as duas línguas têm algo em comum? Olha, acho que vou ter que perguntar para meu professor de estudo da Língua Ki.


D: Um tempo atrás, eu entrevistei um lobisomem chamado Tito, de uma outra realidade. Lá, a licantropia é transmitida como uma doença. Como funciona o gene Karibaki na sua dimensão?

B: Ser um trocador de pele não é uma doença, faz parte da natureza Karibaki e a transmitimos através de nossos genes. Somos seres capazes de mudar o que somos por um bem maior. Mas nem todos nós mudamos. Há aqueles entre nós que carregam o gene, mas nunca trocaram de pele. Eles carregam a força do gene Karibaki de outras formas.

Deve ser horrível ver a transformação como uma doença. Talvez isso aconteça porque não conseguem controlar a besta dentro deles. Nós podemos. Nós controlamos porque não somos animais, somos donos de nosso destino.


D: Pelo que li a respeito, os Karibakis possuem diferentes... classes, digamos assim. Poderia me explicar um pouco a respeito?

B: As famílias dos Filhos da Lua são divididas em diferentes linhagens. As linhagens do Acordo com cinco: Destemidos, Furiosos, Furtivos, Uivadores e Farejadores. Sendo que os Farejadores, como já ouviu falar, foram extintos há vinte e cinco anos, durante a Noite da Aniquilação. Já os da linhagem dos Filhos de Hoark receberam o nome de Pérfidos. Eles não frequentam os Refúgios, como nós, e não acreditam na paz entre nós e a humanidade.


D: A que grupo você pertence?

B: Sou uma Farejadora, a última provavelmente.


D: O que você sentiu no momento em que soube que era uma Karibaki?

B: Não sei explicar... Fiquei assustada em descobrir toda esta nova sociedade, mas foi como se as coisas em minha vida finalmente fizessem sentido.


D: Vocês possuem um lugar chamado de “O Refúgio” para aprimorar habilidades e tudo o mais, certo? O que você sente quando está lá? Prometo que não falarei nada disso ao Julian.

B: Julian precisa aprender a ser menos arrogante. Você pode falar o que quiser para ele.

Eu gosto da Voz da Lua Ester, me sinto segura por lá. Nicole e eu temos nos dado muito melhor no Refúgio do que quando nos conhecemos na escola. E adoro o Ricardo e todo aquele chame dele. Os dois são como irmãos para mim. Mas quando caminho pelo Refúgio é como se ele sempre guardasse uma surpresa para mim. Aquele lugar está além da minha imaginação.


D: Eu fiquei impressionado com as maravilhas feitas com o material metamold, mas gostaria de saber mais um pouco. Imagino que o pessoal que está lendo também. Mas fique tranquila, esse material não existe nessa realidade (pelo que sabemos).

B: Eu também gostaria de saber mais sobre o metamold! Acho que todos os Filhos da Lua gostariam. Mas o que todos sabem é que ele é um tipo de material biotecnológico, que pode mudar, como nós mudamos.


D: O que você gosta de fazer quando não está treinando?

B: Gosto muito de passar o tempo lendo no Jardim Oliva em meu cadigit. Nós temos acesso a todos os livros já escritos. É uma maravilha! E também adoro estar com Nicole e Ricardo. Nicole e eu podemos não ter nos dado muito bem no começo, mas ela é minha amiga agora. Uma grande amiga.


D: Você tem algum objetivo específico?

B: Quero muito descobrir porque toda a minha linhagem foi extinta.

Existem rumores, é claro. Alguns dizem que há uma profecia perdida de Isabel Ross, que dizia que os Farejadores seriam responsáveis pelo fim dos Pérfidos e por isso eles nos caçaram, mas não há provas ainda.


D: Qual é a coisa mais importante na sua vida?

B: Manter as pessoas que eu amo em segurança.


D: Bia, muito obrigado pela entrevista. Espero que você se desenvolva e vire uma grande Karibaki. Apareça quando quiser.

B: Ahh valeu. Mas você sabe que não pode contar nada disso para ninguém, né. Pelo menos não para as pessoas em meu mundo...

Se quiser saber mais sobre Bia, você pode adquirir Filhos da Lua (escrito por Marcella Rossetti) neste link.

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